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Filme chileno, "Gloria", cativa pela genuinidade

10 de out. de 2017
1 min de leitura

O filme conta a história de Gloria Cumplido (Paulina García) que nos seus 58 anos sente a necessidade de viver a vida mais intensamente, a protagonista, rara no cinema, se vê morando sozinha, pois é divorciada e os filhos se casaram. Até que um dia decide ir à uma festa na qual acaba conhecendo Rodolfo que vem para bagunçar ainda mais a sua vida.

“É um filme que faz com que a gente saia com vontade de viver”, diz a produtora do filme antes de começar a sessão que veio à Fortaleza para apresentar o filme na Mostra de Cinema Chileno, na Caixa Cultural, que contava com vários filmes do premiado diretor Sebastian Leilo que, inclusive, contribuiu para que Paulina García ganhasse o prêmio de melhor atriz pelo filme no Festival de Berlim.

Com uma direção impecável e cortes que variam entre noites regadas a álcool e a ressacas no dia seguinte quando ela tem que acordar cedo e ir para o seu emprego comum, em uma empresa comum, em um dia comum, em uma vida de classe média alta, mas ainda assim, comum. Mesmo com toda essa narrativa fora do comum para uma história sobre uma mulher beirando a terceira idade, o diretor, que também co-escreveu, não tenta em nenhum momento legitimar o estilo de vida de dela.

O filme não é saudosista e muito menos nostálgico, Gloria não quer contar o que passou, ela está mais interessada, não só em viver o presente, mas como também, em ser feliz no presente. Cumprindo o que a diretora prometeu, o filme faz com que a gente saia da sala de cinema com vontade de viver.


 
 
 

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